quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

De olhos vendados-Estracto

Quero poder ver
 quero não poder ver aquilo que me rodeia
quero não poder ver falsidade mentira e desigualdade
quero poder ver alegria
quero poder ver o verdadeiro a verdade e a igualdade
quero não poder ver guerra e odio
quero apenas ver paz e amor
quero ver o certo e o errado
não quero ver ninguem sentir dor
quero ver tudo 
mas nada posso ver
nada posso ver porque sou cego
não vejo nada mas tudo vejo
não vejo nada mas tudo sei
sei que existe um ser
que por nos nada faz 
e um outro que sotristeza nos traz
um sente-se um deus mas
por nos nada faz
passaram-se decadas 
e ele continua o mesmo
egoista e imoral
um ser que vive pelo capital
que por si faz o bem
que em nos se reflete como mal

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